quarta-feira, 6 de junho de 2012

Prévia da HQ de Os Herdeiros dos Titãs


          Em breve, a Giostri publicará uma HQ de 28 páginas de introdução à dualogia Os Herdeiros dos Titãs. Com roteiro elaborado por mim, a arte será do Evandro, do Endless Comics.
          A seguir, uma prévia de algumas páginas da HQ, ainda sem previsão de lançamento:







sábado, 2 de junho de 2012

Meus Comentários: John Carter - Entre Dois Mundos

Primeiro: CARA, COMO É BOM RETORNAR A ESTE BLOG TÃO DEMOCRÁTICO! Estava com saudades de postar aqui; e até pensei em exclui-lo, mas graças a Zeus não o fiz!
Segundo: Deixe-me retornar às postagens com uma sessão só de comentários sobre filmes, livros e afins.

E escolhi o filme John Carter - Entre Dois Mundos (na boa, este subtítulo é ridículo!), da Disney.
Não é uma resenha, mas uma opinião, portanto, subjetiva, certo?

  • Qual gênero classificar John Carter - Entre Dois Mundos?
Primeira besteira (sim, besteira) é a classificação quanto ao gênero do filme. Segundo a Wikipédia, " John Carter (no BrasilJohn Carter: Entre Dois Mundos) é um filme americano de fantasiaficção científica e de westerns sobre John Carter, o personagem principal na maior parte da série de livros Barsoom de Edgar Rice Burroughs. É dirigido por Andrew Stanton e o interpretante de Carter é Taylor Kitsch."
Não, definitivamente não!
Tudo bem que o filme misture elementos de fantasia, FC e western, mas, a própria Wikipédia, no verbete fantasia científica nos apresenta o seguinte: "Fantasia científica é um gênero misto de narrativa que contém alguns elementos de ficção científica e fantasia. Ambos os gêneros e especialmente a fantasia, são eles mesmos pobremente definidos; conseqüentemente, a fantasia científica se furta ainda mais a uma definição."
Mais à frente, cita o subgênero ESPADA E PLANETA. "Muitos trabalhos de Edgar Rice Burroughs se encaixam nessa categoria, bem como aqueles de seus imitadores tais como Otis Adelbert KlineKenneth BulmerLin Carter e John Norman. Eles são preponderantemente classificados como "fantasia científica" por causa da presença de espadas e, geralmente, de um sistema social aristocrático arcaico; os romances de Burroughs, todavia, são céticos em espírito e quase livres de elementos "fantásticos" não-racionalizados."
Indo a outro verbete, romance planetário, vemos novamente o nome de Edgar Rice Burroughs ser mencionado numa lista de autores do gênero. E tem uma seção só para ele!
Edgar Rice Burroughs e as histórias de "Espada e Planeta

O primeiro autor a obter um grande mercado para esse tipo de história foi Edgar Rice Burroughs, cujos primeiros episódios da série Barsoom apareceram no "pulp" All-Story em 1911. Ainda que os escritos de Burroughs não fossem inteiramente originais, ele ao menos popularizou o conceito do tipo de aventuras "pulp" em outros planetas. O "Barsoom" (Marte) de Burroughs manifestava uma mistura caótica de estilos culturais e tecnológicos, combinando dispositivos futurísticos tais como "pistolas de rádio" e máquinas voadoras suspensas por um misterioso raio levitante, com anacrônicas cargas de cavalaria marcianas, um sistema feudal com imperadores e princesas, muitas lutas de espadas, e um código marcial pouco crível para justificá-las. O universo de Duna de Frank Herbert e Star Wars de George Lucas são descendentes diretos desta tradição de fundir o futurístico ao medieval. O conteúdo das histórias de Barsoom era pura fanfarronada, constituindo-se numa série de aprisionamentos, lutas de gladiadores, fugas ousadas, matança de monstros e duelos com vilões. Elementos de fantasia são mínimos; com exceção da telepatia, a maior parte dos exemplos de "magia" são dispensados ou expostos como parvoíces.
As histórias de Burroughs deram origem a um grande número de imitadores. Alguns, como Otis Adelbert Kline exploraram o novo mercado que Burroughs havia criado; mesmo Burroughs imitou a si mesmo em sua série sobre Vênus, iniciada em 1934. Depois de estar fora de moda por algumas décadas, os anos 1960 viram surgir um interesse renovado em Burroughs e na produção de imitações "burroughsianas" por autores como Lin Carter e Michael Moorcock. Este gênero conscientemente imitativo, influenciado também por autores de espada e feitiçaria como Robert E. Howard, atende pelo nome de ficção "Espada e Planeta"; ela é essencialmente estática, um gênero "retrô", visando reproduzir mais do mesmo gênero de história, com pouquíssima variação numa fórmula estabelecida. Talvez por essa razão, muitos autores de "Espada e Planeta" tenham escrito séries com seqüências exageradamente longas, o exemplo extremo sendo a saga deDray Prescot de Kenneth Bulmer, composta de cinqüenta e três romances."
Enfim, o filme DEVERIA entrar no gênero da FANTASIA CIENTÍFICA, subgênero ESPADA E PLANETA!
Simples. Talvez isso tivesse salvado a imagem do filme e dado alguma originalidade, pois o tema se tornou corriqueiro em livros e filmes.

  • A marca Disney sempre estragando tudo e outros fatores...
O filme foi mal de bilheteria nos EUA. Culpa de quem? Do quê?
Primeiro, como apontaram a maioria, culpa da marca Disney de qualidade, que não vem conseguindo fazer boas adaptações, sempre querendo pôr um ar família a tudo (vide Príncipe da Pérsia - Areias do Tempo, que eu gostei no todo).
John Carter possui elementos pulp, um ritmo legal de ação, sem prometer grandes coisas, uma história mirabolante; promete apenas aquela diversão gostosa, aquela aventura divertida.
Não me cansei assistindo (e teve gente que disse que era cansativo e chato). Provavelmente por esperar apenas um filme de aventura, daqueles que os bons anos 1970, 1980 e 1990 souberam produzir tão bem. Creio que seja isso que me agradou.
A Pixar fez um bom trabalho com o CGI, tornando criaturas e máquinas muito reais, os pulos do protagonistas totalmente delirantes (teve momentos que notei semelhanças com God of War e Prince of Persia), as lutas muito fodásticas, as paisagens marcianas deslumbrantes e os efeitos incríveis.
E a Disney tenta amenizar as coisas, mas aquela carnificina com orquestra e lembranças dolorosas, o sangue (azul) jorrando, uma mão decepada, espadas atravessando corpos... Isso foi muito foda!
Mal na bilheteria estadunidense (pátria do criador do personagem e da série), bem recebido aqui em nosso país (que só conhece o ilustre Tarzan em sua maioria)...
Coisas que nem Jobs (criador da Pixar) ou Walt Disney (a quem o Burroughs mostrava respeito pelo trabalho de animação e dizia que o seu Tarzan seria bem representado em suas animações, o que ocorreu décadas depois) conseguiria explicar.


  • E meus comentários acerca do filme são...
PQP!
Um dos melhores filmes que vi neste ano! Sem palavras!
Tem falhas, tem!

Dura o tempo que tem de durar. Tem o ritmo adequado, brinca com as intertextualidades (John Carter volta e meia dizendo "UMA PRINCESA DE MARTE", em referência ao livro, ou o seu sobrinho ser o EDGAR RICE BURROUGHS e no final ele sugerir para o garoto se divertir, se apaixonar e escrever um livro...).

A ação é de tirar o fôlego. Você rir, torce, fica ali assistindo, aguardando algum movimento, algum sangue jorrando, uma batalha, qualquer coisa.

E, bem, por culpa dos norte-americanos não vou saber por tão cedo o que aconteceu em Marte nos 10 anos que John Carter (de Marte, no final do filme) esteve aqui na Terra, numa busca imensa para retornar (viagem astral me lembrou Avatar, de James Cameron).

Fiquei triste por ver um filme baseado num livro que inspirou épicos, como Star Wars, Duna e tantos outros ser reduzido a um imitador de filmes inglórios a sua fama, o que resultou, infelizmente, num fracasso de bilheteria.