quinta-feira, 16 de junho de 2011

Análise Literária - O Herdeiros dos Titãs - De lutas e ideais (Eric Musashi)


Título: Os Herdeiros dos Titãs - De lutas e ideais
Autor: Eric Musashi
Gênero: Literatura Fantástica, Aventura
Editora: Giostri

 Análise Gráfico-Editorial

Cheguei do trabalho e vi o livro sobre a cama, fiquei emocionado (sem exageros). Folhei-o e me deparei com um gráfico incrível, algo digno de um épico clássico.
Sem demora, vamos aos pontos principais, não?

CAPA: É uma imagem muito boa, cheia de detalhes que só poderão ser vistos no decorrer da leitura, pois vamos olhar a capa e nos perguntar “Quem diabos é essa moça?”. Só me chateou o branco em excesso, que mancha facilmente (ah, vá!), o que estraga a beleza do desenho. NOTA: 9,5
DIAGRAMAÇÃO: Fonte perfeita, itálicos no momento certo, glossário com curiosidades ali e aqui, mas — sempre o MAS — me decepcionou a mania econômica de sintetizar parágrafos, unindo frases de diálogos e narrativa em um só (já vi isso em Harry Potter, em As Brumas de Avalon, etc).  NOTA: 7,5
REVISÃO ORTOGRÁFICA: Nova Ortografia?! Bem, não sei como, mas achei algumas poucas palavras na velha ainda, uma discordância num termo (Desrã/Dezrã), entre outros deslizes básicos.  NOTA: 9,0
O MAIS BACANA: Os detalhes na parte inferior das páginas, que deu um charme bacana a obra. NOTA: 10

Análise Literária

Como escritor, sou bem falho, mas como leitor, sempre exijo o máximo do que leio. E ultimamente estou bem crítico (hehe).
E aqui estão os meus pareceres.

ENREDO/TRAMA: Ao ler o primeiro parágrafo, tive a imagem de uma história clichê (“homem guerreiro, rico e poderoso conhece moça simples, pobre e linda num lugar cujo dono é mau-caráter” — isso sempre acontece em filmes e livros muito RPGescos, já notaram?), mas conforme avança a saga, o preconceito logo é derrubado. Os vários focos da trama, os mistérios, a filosofia, etc e tal, tornam interessante, fazendo-nos pensar. NOTA: 9,5
PERSONAGENS: Distintos, humanos, ou seja, têm defeitos até a tampa, sempre em busca de algum ideal — ou perdão, como acontece com um dos protagonistas, que matou a esposa e tem o ódio do filho, o outro protagonista. Há uma variedade enorme de pessoas, quase todas exóticas e cheias de segredos (prestem atenção na Rainha-Deusa, certo?), além de um equilíbrio físico e psicológico. NOTA: 9,5
DIÁLOGOS: (hehe) Sabe o que detesto nas novelas da Record (mais do que todas as outras)? Os diálogos bem ensaiados e monólogos longos demais, ou as conversas politicamente corretas. A obra em questão, infelizmente, chegou algumas vezes a tal ponto, apesar de a maioria ser muito bem escritas e pensantes, algo que raramente encontramos em livros do gênero. Outro ponto chato (e que já fui criticado, por isso o destaco) é a repetição dos nomes durante as falas. NOTA: 8,0
NARRATIVA: Ora simples, ora complexa, a narrativa é muito fluída, rica em detalhes nos pontos em que devem ser e carentes em momentos que alguns considerarão pueris — para mim, não houve problemas. Houve partes que me atraíram mais, outras menos. Há ainda uma intimidade entre narrador e ouvinte (leitor), o que torna Os Herdeiros dos Titãs – De lutas e ideais uma história viva e real.  NOTA: 9,5
ESTILO: Um estilo que lembra um pouco o meu (não sei se é elogio ou ofensa ^^), tornando o livro uma leitura prazerosa por mediar a frequência de detalhes e informações, sem deixar de contar o que deve ser contado.   NOTA: 9,5
RECURSOS ADICIONAIS: Excelentes insinuações eróticas, filosofia de primeira, um masu-up de culturas antigas, personagens, armas, vestuário e lugares tão exóticos que parecem ter sido retirados de um jogo ou de um sonho, tudo isso torna a obra uma viagem ao que poderia ter sido a Atlântida (spoiler!), uma obra que se assemelha a tantas que recontam lendas. NOTA: 9,5
CRIATIVIDADE: Lutas magníficas, temas atuais, reflexões, referencias a culturas antigas, guerreiros com espadas poderosas (pensei em Final Fantasy), intrigas, mistérios (“Por que Teóder matou a esposa, Faná?”), um enredo cheio de surpresas e teias que vão lentamente se unindo. Há dragões, deuses, Titãs e outras criaturas mitológicas são citadas, mas só devem aparecer na sequência (ah!). É uma fantasia colossal, modesta e realista (hein?!). NOTA: 10

Meus Comentários como Leitor

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É uma leitura produtiva, muito diferente de livros similares, que se baseam em RPG (gosto de ler sobre o tema, mas não de ler livros que parecem). Ganhará leitores de fantasia, mais precisamente apreciadores da baixa e da leve, ou leitores da história alternativa (ou de todas), além de agradar leitores de História (no blog tem até uma enciclopédia).

Admito que esperava uma obra cheia de lutas sangrentas, mas houve poucas — todas bem detalhadas, o que valeu muito a pena. Li e me encantei, adotando alguns personagens (lamento dizer que Arion não me agradou muito. Ele foi muito bobo e idiota com Ariádan — ANAGRAMA: Ariadna = Ariana = Ariane hehe). Aguardo agora o próximo volume (anterior que não seria, né, Alec?).
 
Parabéns ao autor, Eric Musashi, pela ideia fantástica!

A nota final, somando e divindo tudo, é 9,2!



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