terça-feira, 31 de maio de 2011

Antologia dos Titãs (ebook)

Nossos sólidos feitos se esfarelam
Fustigados pelos ventos do tempo
Porém nós, nem por isso, desistiremos
De grafar os nossos nomes na História
Lendas num futuro que não viveremos

Um discurso de general esquecido pela história atalai


 
Arte de Thomas Cole na capa
 
       Como parte de um projeto de abranger outras mídias além do livro impresso, e ampliando o aprofundamento no passado de Grabatal, desde os primeiros anos do Império Jatitano, publico digitalmente o livro Antologia dos Titãs: http://www.bookess.com/read/8570-antologia-dos-titas/

        No site do Bookess, do link acima, pode ser visto um preview do ebook, desde a capa até a página 44, em que se encerra o poema épico de Ancatebe, o Pacífico. O livro reúne os contos O Lavrador e o Rei (já citado aqui no blog, que se passa 38 séculos antes de "Os Herdeiros dos Titãs") e A Espada e o Sol (já publicado no Benfazeja, passando na época de Anágni, 2,2 mil anos antes de Téoder e Arion), as noveletas Fuga de Gereissa (pouco depois dos tempos de Anágni), Cartas Bélicas (15 séculos antes de OHdT) e A Rainha e o General (na nação de Senula, mil anos antes de OHdT), e a novela Os Últimos Dragões, poucas décadas depois do conto precedente.
 
        Entre os textos, há poemas, fragmentos e frases de sabedoria, e ao fim há dois mapas, de períodos distintos da odisséia jatitana.

         Com o crescimento de leitores digitais como o Kindle e o iPad no Brasil, o esperado é que o ebook ganhe força. Por enquanto, o PDF pode ser baixado no Bookess por um valor irrisório - ou, para quem desejar tê-lo na prateleira, há a opção de impressão do livro. Para quem leu - ou vai ler - Os Herdeiros dos Titãs e se interessou por esse mundo complexo e apaixonante, Antologia dos Titãs revelará que o que foi visto no romance é apenas a ponta do iceberg. Em seus quatro mil anos de história, Grabatal passou por diversas fases e teve várias nações reclamando a posição de protagonista.

         Ainda que se passe no mesmo universo de OHdT, Antologia dos Titãs pode ser lido separadamente.

*****

Sinopse

       Um tuata, ressentido da condição de seu povo, marca uma audiência com o Rei para assassiná-lo. Sabe-se que o Rei é dado a visões, mas ainda assim aceitou o encontro.
       Noertrom, um herói de seu tempo, é enviado à nação vizinha e rival Senula só para ser excluído do cenário político. Sabendo disso, ele intenta cumprir tão bem sua missão que o Rei será forçado a admiti-lo como sucessor. Contudo, trata-se apenas de uma manobra de exílio, ou há algo além?
       Quando o general senuliano Ariqueu é capturado em combate, o Rei de Jatitã exige uma audiência com a Rainha Lanecilara, de Senula, esposa de Ariqueu. O Conselho a adverte: é uma armadilha. Mas ela pretende ir mesmo assim.
       Essas e outras narrativas serão vistas em Antologia dos Titãs, ao longo de três mil anos de história de Grabatal, trazendo à luz eventos marcantes que definiram o Reino de Atala - grande potência do milênio seguinte, com seu auge narrado em Os Herdeiros dos Titãs.
 
Blog oficial de "Os Herdeiros dos Titãs": http://www.osherdeirosdostitas.blogspot.com/

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Humildade e respeito pelos outros que estão na mesma luta são essenciais."

Hoje, no espaço de entrevistas, converso com Alfer Medeiros, grande amigo e escritor, cujo primeiro livro já resenhei por aqui.
Como o cara já é da família, vamos logo ao que interessa, não?


Alec Silva: Como, quando e por quê você se descobriu escritor?

 Alfer Medeiros: Desde o primeiro livro que li, tive vontade de escrever. É como ouvir sua banda preferida e querer tocar um instrumento musical por causa dessa influência. Como desde cedo eu tinha metas em relação à vida escolar e profissional, esse sonho de escrever foi sendo postergado até o momento no qual percebi que poderia diminuir o ritmo de escalada na carreira e me dedicar a outros projetos pessoais.
Foi então que, sendo pai de família, com uma filha pequena, realizei dois sonhos da juventude: tocar em uma banda e escrever um livro.


Alec Silva: Tocar numa banda? Que tipo de instrumento você toca?

Alfer Medeiros: Eu toco contrabaixo em uma banda de horror punk chamada Horror Office.


 Alec Silva: Por que iniciar a carreira literário com o tema "licantropia", visto que é algo totalmente explorado pela literatura, pelo cinema e afins?
Alfer Medeiros: Sempre gostei de lobisomens, desde a infância. Nos anos 80, esse tipo de filme era bem popular na TV (Bala de Prata e Um Lobisomem Americano em Londres se revezavam constantemente na grade de programação do SBT). Nessa mesma época, as revistas de quadrinhos de horror também tinham um bom público, e isso me ajudou a consolidar a paixão por esse tipo de criatura.


Alfer Medeiros: Porém, no decorrer dos anos, o lobisomem acabou sendo mais ridicularizado do que enaltecido, principalmente por culpa de péssimas produções cinematográficas sobre o tema. Essa "injustiça" me motivou a escrever material próprio sobre os licantropos.
Não pretendo revolucionar o universo dessas criaturas fantásticas, minha proposta é mais uma homenagem particular aos lobisomens.


O Lendário Livro Sem Capa.
Alec Silva: Ao ler o Fúria Lupina - Brasil, deparamo-nos com coisas interessantes, como referências a bandas de rock, livros e filmes, além do folclore brasileiro. Como foi fazer um mash-up de tantas coisas num livro sobre lobisomens?

Alfer Medeiros: Como introduzi os lobisomens em cenários e contextos reais, essas referências foram surgindo naturalmente, conforme o ambiente fosse oferecendo o gancho adequado. Foi um processo de criação muito divertido, pois essas referências não foram encaradas como uma obrigação, e assim não soam forçadas ou fora de contexto.
Os seres do folclore brasileiro são um caso à parte. Eles surgem de maneira bem discreta na trama, porém sempre com participações marcantes. Achei impossível falar de seres fantásticos em solo brasileiro sem encaixar algumas lendas locais na história.


Alec Silva: A capa desta obra gerou alguns comentários a respeito da semelhança com o livro de RPG Lobisomem - Apocalipse, assim como a trama, embora fuja do lugar-comum. Como você encarou tais comentários?

Alfer Medeiros: De início, recebi tais "acusações" com surpresa, pois não curto RPG e nunca achei que simples marcas de garra gerariam tanta polêmica. Muitos criticaram o livro, chamando-o de subproduto de Lobisomem - Apocalipse, sem ter lido.
Com o tempo, conforme adeptos do RPG foram adquirindo o Fúria Lupina - Brasil, passei a receber feedbacks mais conscientes. Todos concordam que existtem similaridades entre as obras, não por conta de plágio ou cópia, mas por ambas se basearem no mesmo mito universal, que existe séculos.
A Fúria de Fenrir está aqui.
Eu percebi muito radicalismo por parte dos neófitos do RPG. Dos que têm mais vivência no assunto, obtive retornos excelentes.


 Alec Silva: Fúria Lupina - Brasil terá sequência, isso é óbvio, mas conte alguma coisa acerca da(s) sequencia(s) que ainda não foi revelado a ninguém.
Alfer Medeiros: Cada livro possui início, meio e fim, e por isso eu não chamaria necessariamente de uma série, no sentido de todos os livros juntos formarem uma única e longa história. Cada um é uma etapa, e nos posteriores são reaproveitados os conceitos universais lançados anteriormente e alguns dos personagens criados.
No Fúria Lupina - Brasil, tivemos uma trama sobre autoconhecimento e relação com o ambiente. No próximo livro (Fúria Lupina - América Central), tudo girará em torno de territorialismo e submundo do crime. O terceiro livro terá uma dura jornada de aprendizado, cuja finalidade é preparar um dos personagens para uma difícil missão, de muita importância para todos os licantropos.
Além dessa trinca citada, estão planejados alguns spinoffs, entre eles um sobre a organização Green Death, formada por ecoterroristas lupinos. Este projeto em particular será trabalhado após o lançamento do segundo livro.


Alec Silva: Você começou escrevendo um livro de horror, participou de algumas antologias, e agora entra na fantasia mais leve, como é o caso de Livraria Limítrofe, que sairá pela Editora Estronho. Como foi para você essa transição?

Alfer Medeiros: Como comecei tarde nessa aventura de escrever (aos 34 anos de idade), cheguei com uma gama muito grande de ideias distintas para projetos literários.
Optei por iniciar com um projeto de horror, por ser o gênero que mais aprecio na literatura fantástica. Porém, havia mais. Assim, após o lançamento do Fúria Lupina - Brasil, houve um lapso criativo que deu origem à Livraria Limítrofe, um projeto mais leve e mais recheado de referências, desta vez unicamente literárias.

Alec Silva: Como se fosse um mash-up de tudo o que você leu?

Alfer Medeiros: Sim. A Livraria Limítrofe é um estabelecimento mágico que materializa o que o cliente aprecia na literatura. A partir daí, um desfile de referências e de óticas sobre a importância da literatura na vida das pessoas.
desde a pessoa que não aprecia ler (que enxerga a Livraria como uma lojinha chata) até adeptos da literatura que criam mundos completos dentro dessas dependências.

Alec Silva: Para os próximos anos, além da série Fúria Lupina, quais os seus projetos literários?

Alfer Medeiros: Além de Fúria Lupina e Livraria Limítrofe (dois projetos que terão continuações), também o Dio Scott e os Vinis Viajantes, uma mistura de rock'n'roll com literatura fantástica.
Eu e o livro, o livro e eu.
Trata-se de um personagem que possui uma coleção de discos de vinil, e a cada capítulo apresenta uma obra representativa do rock mundial e cria uma história baseada naquele disco. Assim, ele mesmo encarna personagens distintos em histórias malucas, baseadas nas letras das músicas e no próprio clima que o disco transmite.


Alec Silva: Para terminar, que dicas você a quem busca ser um escritor?

Alfer Medeiros: Basicamente o que a maioria sugere: ler muito, aprimorar sempre a escrita, saber receber positivamente as críticas e, principalmente, NUNCA se achar o novo Tolkien, King ou Rowling. Humildade e respeito pelos outros que estão na mesma luta são essenciais.

Projeto Se7e Visões - Teaser

Olá, amigos!
Recentemente eu joguei neste blog algumas coisas relacionadas a um convite, certo? (Quem não leu ainda, clique AQUI)
Hoje farei outra vez, mas agora referente ao Projeto Se7e Visões, que tem estreia prevista para dia 7 de julho.

EXISTEM INÚMERAS MANEIRAS DE SE VER UMA COISA...
NÓS TEMOS A NOSSA.

E VOCÊ?


Ficou curioso?
Aguarde!

BÔNUS TRASH:

sexta-feira, 27 de maio de 2011

RESULTADO DO CONCURSO CULTURAL "OS HERDEIROS DOS TITÃS"

Olá, caros amigos e leitores,
é com muita honra que venho aqui (após um sumiço) anunciar os felizardos que receberão os exemplares do romance fantástico Os Herdeiros dos Titãs - de lutas e ideias, escrito por Eric Musashi.
O júri foi realista e imparcial (^^), sendo neutro em votar em amigos e conhecidos, evitando favorecimentos.
As notas foram em três pontos:

  • Criatividade
  • Originalidade
  • Gramática 
Não houve nenhum prejudicado quanto ao fato de ter havido apenas 2 jurados votando, pois todas as médias de cada jurado fora somada e dividida pela quantidade de votos. Ou seja, quem recebeu votos dos 3, teve as médias somadas e divididas por 3, quem teve votos de 2, as médias foram somadas e divididas por 2.
Outra coisa: ninguém, por minha parte, recebeu a nota máxima (que era de 1 a 5), pois não creio em perfeccionismo.
Bem, agora que dei meus pareceres, vamos ao massacre:
  • 1º Lugar
NOME: Ricardo Michilizzi Junior
Resposta: Ficaria indignado, criaria uma comunidade no Orkut difamando a imagem da Rainha-Deusa com o título de "Eu ri...", posteriormente desativaria meu perfil, ficaria de luto pela minha ignorância e faria a tag #aRainhaDeusaÉumaFarsa chegar aos TTs WorldWide do Twitter para conscientizar aos desavisados de que estávamos sendo enganados todo esse tempo. Daria tão certo que eu poderia até participar do BBB no ano seguinte!
 Média final = 4,83

  •  2º Lugar
NOME: Daniel Reis
Resposta: Se a revelação do segredo da Rainha-Deusa representasse à nação qualquer ameaça de destruição e escravidão do povo por inimigos, que poderiam se aproveitar da moral baixa dos guerreiros, eu continuaria a sangrar e lutar em silêncio para garantir a segurança dos meus. Porém se não houvesse ameaça externa, eu lutaria pela verdade.
 Média final = 4,5

  • 3º Lugar
NOME: Luiz Fernando Espindola
Resposta: Informaria a todos os outros guerreiros sobre a farsa e iria averiguar o real motivo pelo qual a Rainha-Deusa faz isso... Estaria ela enfeitiçada??
  Média final = 4,4

  • 4º Lugar (EMPATE)
NOME: Victor Rocha
Resposta: Sairia desta cidade, fundaria outra em homenagem ao homem comum, proibindo cultos ou qualquer outra ação de cunho teológico ou teocrático. Formaria um exército de homens livres e começaria uma caçada aos falsos Deuses, a começar pela Rainha-Deusa.
  Média final = 4,3


NOME:  Luiz Fernando Duarte Junior
Resposta:  O que é melhor? Viver a farsa ou morrer como mártir? Assim como acredito em "Veritas vos liberabit", também creio um pouco em "Não sou besta pra tirar onda de herói". Tentaria fazer algo, mas não a ponto de me sacrificar a menos que virasse algo pessoal.
  Média final = 4,3


Por ora, é isso aí, galerinha!
Agradeço a todos que participaram e apoiaram este concurso.
Em breve espero trazer mais coisas a vocês.


Abraços.

Se você quiser adquirir a obra, acesse o site da Giostri Editora ou no blog da obra.










sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por amor

Um dia saberás tu que o que
temos de mais importante é
o amor e lamentarás por não
ter me amado e de igual
modo se arrependerás de
tudo o que disse.

Não foi loucura ter te amado,
confesso que ainda não te
esqueci e sei que jamais a
esquecerei, uma vez que
você foi meu primeiro e
único amor.

fui feliz ao seu lado cada
segundo e sube aproveitar
cada momento, mesmo
sabendo que nunca gostou
de mim, que fingia me amar,
sendo falsa consigo mesma.

Vivi uma ilusão e sabia que me
arrependeria, mas mesmo assim
me deixei me enganar por
pensar que um dia me amaria.

E te amei profundamente a
tal modo que me entreguei
e sem pensar nas consequências
por amr quem nunca me amou,
sofri, mas por amor.

Pensamentos

E vou pensando, porque só
em meus pensamentos
posso te ter de verdade,
vou vivendo uma mentira
mentindo para mim
mesmo tentando
enganar o meu coração.

Não sei se o que estou
sentindo é amor em
segredo vou te admirando,
no impossível sonhando,
simplesmente por estar
apaixonado e sou obrigado
a dizer que não.

Preciso te amar, mas nesessito
ser amado vou lutando contra
os meus sentimentos sofrendo
por dentro só por amar sem ser
amado

Te vi hoje e desejei estar na tua
presença, mesmo sabendo que
é uma ilusão, prefiro acreditar
que me amas não me amando,
imaginando o improvável.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Site do Livro

Olá gente,
estou aqui para anunciar o site do livro que acabou de sair do forno. Peguei a dica do Paul Law  e criei meu site,espero que gostem e se puder anuncia aí!

      http://www.wix.com/mmonicaa/odiario


Aproveitando o ensejo quero publicar também sobre o twitter do livro pra quem quiser seguir e ficar atento sobre novidades!


@odiariodaneerd




Obrigada a todos!


Atenciosamente


M.M

O APANHADOR NO CAMPO DE ABOBRINHAS


“Rir ainda é o melhor remédio.”

O Apanhador no Campo de Abobrinhas é o título do livro do escritor Mauro Faé Toresin, lançado em 2004 pela Scortecci Editora. Trata-se de um livro organizado com a intenção de divertir seu leitor; de trazer para os dias atuais um pouco de humor inteligente.

A inteligência de Mauro é apresentada logo em sua biografia, quando o autor nos explica sua formação acadêmica e seus objetivos com o livro. Na contracapa, há relatos de quem leu e podemos tirar de lá, pérolas como as que vou citar agora:

“É um explosão de humo” - Homem Bomba sobre o livro.

“Ri pra caralho” – Madre Tereza de Calcutá sobre o livro.

O autor foi feliz ao selecionar frases criativas para compor seu humor. Soube apanhar bem as abobrinhas e distribuí-las de maneira a propiciar minutos de diversão. Digo minutos porque o livro é curto (55 páginas) e a leitura agradável demais.

Pude notar também que há muita criação do próprio Mauro em seus “ditados humorísticos”, posto que não encontrei as mesmas frases em outro lugar. É uma obra simples que vale por seu conteúdo. E dizem que brasileiro não tem criatividade…

Quer rir também? Eis o link para você comprar o livro:


Foi ótimo estar em contato com a diversão pelas páginas de “O APANHADOR NO CAMPO DE ABOBRINHAS”. Recomendadíssimo para rirmos e pensarmos.

Fica a resenha e a dica.
Abraços.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por que eu fiz aquilo?

Eu queria vê-la pela última vez, como se isso me fizesse a pessoa mais feliz do mundo, tive esse previlégio, mas infelismente era melhor não tê-la visto, talvez não guardaria esta última lembrança que assola os meus pensamentos noite e dia.
Foi triste e ainda acreditava que seria melhor, que haveria alguma forma de mudar aquela hitória que no passado não foi tão boa, entretanto no futuro poderia ter sido melhor. Não consegui a pesar de ter tentado.
Valeu apena o esforço tentado? talvez não, uma vez que não tive retorno, e tudo isso porque a vi uma última vez a qual detestei e detesto até hoje, ainda penso que poderia ter sido diferente, se ela tivesse me ouvido, me compreendido, mas ela não quis, não me deu a oportunidade de mostrar o quanto ela estava errada, foi uma tola por acreditar...
Uma noite escura me fez pensar em coisas que jamais poderia ter pensado, mas o dia surgiria com sua tão bela luz que me faria pensar se realmente o que havia planejado era o certo, não era, aquilo era terrível, conquanto não pude evitar, eu nunca tinha feito algo parecido, naquele dia não era eu, ou pelo menos não parecia.
Meu olhar mudou completamente, meu semblante...
Foi inevitável, maldito dia...
Se eu pudesse voltar no tempo, não teria feito daquela forma, não a teria...

CONVITE A TODOS OS AUTORES

Bom dia, boa tarde e boa noite...

Aqui estou, o louco que reuniu autores de todas as idades, lugares, nomes, gostos e talentos num espaço tão modesto, Alec Silva (sim, o cara exibido que aparece no título do blog), para convidar POETAS, CONTISTAS, FABULISTAS, ROMANCISTAS, NOVELISTAS, DRAMATURGOS, ROTEIRISTAS, DESENHISTAS, ILUSTRADORES, FANTASISTAS e tantos outros que estejam envolvidos na arte das LETRAS e dos DESENHOS para se unir a nossa blogosfera, que tem o intuito de crescer e fazer crescer.

Inicialmente, para formalizar este convite, que peço que cada membro-autor que se sentir a vontade o divulgue entre amigos e em seus blogs, posso escrever que estou em ativas negociações com amigos e colegas para criarmos (na verdade, darmos prosseguimento a um sonho colegial) uma associação para irmos além de tudo o que já existe.

Para não ficar em palavras vazias, em julho, no dia 7, no Bookess, todos poderão ver um velho projeto ser ressuscitado e investido. Para aqueles que não puderem aguardar para saber do que se trata, pode visitar o blog Projeto Se7e Visões e ter uma rápida ideia.

Por aqui finalizo, pois detesto prometer aquilo que depende do futuro para acontecer, mas estarei à disposição para responder por e-mail (iung-tao@hotmail.com, enviando o assunto CONVITE A TODOS OS AUTORES) ou por aqui mesmo, bastando postar a dúvida logo abaixo a este post.

Abraços a todos,



Alec Silva
Escritor, poeta, roteirista e maluco, se sobrar tempo.

sábado, 14 de maio de 2011

- Conto: Perda | Por: Pamella Santos





   Furiosa. Eu estava muito furiosa.

   Há muito tempo não sentia sentimento parecido. Uma vez eu estive dessa maneira por culpa da minha amiga Elisa que conseguiu fazer com que eu brigasse com outra amiga minha. Demorou para eu voltar a falar com Bianca, mas eu consegui com muito esforço. Quando a essa pessoa... Eu não queria mexer nem uma palha para ter alguma relação outra vez.

   Meus passos pelos corredores eram apressados. Eu virei à esquerda para a rampa em busca do meu alvo. Da minha vítima. Porque ele iria se arrepender pelo resto da vida por ter feito aquilo. Por ter me magoado. Pior, por ter me deixado furiosa. E eu estava possessa.

— Oi Lívia. – Valéria me cumprimentou quando estava subindo a rampa. Eu nem me dignei a dar uma resposta. Continuava a percorrer o caminho como se tudo dependesse daquilo.

   Ao chegar finalmente no primeiro andar, virei à esquerda para a direção da última sala. Era lá que ele estava. Mas eu nem tive o trabalho de procurá-lo. Ele saia da sala com aquele cara zombeira de sempre e o sorriso debochado. Ele sempre tinha esse sorriso. Sempre. Mas eu iria tira-lo do seu rosto. Eu com certeza iria.

— Seu verme. – Eu fui rápida, o que me surpreendeu.

   Consegui soca-lo com toda a força que eu tinha em meus braços. Com o impacto, seu corpo foi de encontro à parede batendo a cabeça com força. Minha mão doía, mas não mais do que ele me causou. E eu não me importei com seu estado. Apenas queria libertar aquela fúria incontrolável de mim.

— O que você pensa que está fazendo!? – Ele exclamou. Seu semblante não era de encrenqueiro, mas sim, de uma pessoa tomada pela fúria assim como eu.
— O que eu estou fazendo? O que você fez! Você acha mesmo que sou louca? Que eu não sei o que você disse?
— O que eu disse!? Acorda! Eu não sei o que está falando! E que direito tem de vir e me socar, louca?
— Eu vou te mostrar à louca... – Disse entre dentes me aproximando para desferir outro golpe corajoso. Não tive a oportunidade. Ele conseguiu segurar as minhas mãos incontroláveis que apenas pedia por mais rodada. Mas uma chance de fazer justiça. — Me solta! – Exclamei altamente.

   As pessoas no corredor pareciam mais que divertidas em ver a cena toda. Não pareciam ligar se seus professores estavam nas salas de aula, ou se a senhora Lúcia iria pegar todos eles para levar à direção por estarem fora das suas salas. Eles queriam ver o show? Que vissem! Eu não me importava. E ele também não. No fundo da minha consciência eu imaginava que ele devia adorar aquela exibição. Para aumentar seu ego? Provavelmente.

— Não até me dizer o que está acontecendo. E é bom ser um motivo muito bom, Lív. – Ele murmurou friamente. Ele nunca ficava com raiva. Mas quando ficava, era algo para você ter medo. Seus olhos ambarinos cortantes esperaram uma resposta minha.
— Você fez aquilo. Você fez. – Eu disse desesperada. — Fez! Eu sabia que iria fazer. Vocês sempre fazem! – Como se do nada, as lágrimas começaram a escorrer por entre meu rosto. Foi impossível controla-las. — Eu tentei acreditar que poderia ser diferente. Mas as pessoas diziam. Minha mente gritava e eu simplesmente fiz questão de ignorar. – Chorei mais um pouco. De raiva e de algo que vinha a tona no meu interior. Algo que eu tentei incontrolavelmente ignorar.
— O que eu fiz! – Ele exclamou exaltado. Sua raiva tinha passado um pouco e ele parecia à cima de tudo curioso para saber o que tinha feito.
— Você... Você fez. – Eu funguei altamente. – Você matou ele. Você matou. – Comecei a chorar incontrolavelmente mais uma vez. Ele, assustado, soltou as minhas mãos.

   As pessoas a nossa volta começaram a rir. Elas riam como se aquilo fosse a melhor coisa que tinha acontecido naquele dia que mal tinha começado. Parecia engraçado? Sim. Com certeza para eles pareciam. Mas eu não ligava para o que eles achavam. Apenas a mim. Eu importava. Pela primeira vez, eu queria pensar em mim. E em como eu ficaria depois desse dia.

   Senti alguém alcançar o meu braço e me puxava para longe dele. E esses braços que me puxavam para longe me guiaram para baixo. Para longe daquelas salas, daquele corredor... Dele. E eu fiquei agradecida. Estava sufocada.

— O que houve Lív!? – A pessoa que me puxava perguntou assim que descemos a rampa espessa.

   Eu não disse nada. Não conseguia desferir mais nenhuma palavra depois daquilo. Depois de meus sentimentos raivosos terem ido ao limite. Eles nunca iam. Eu nunca ia até o limite. Hoje realmente ira ficar marcado a minha vida inteira.

— Lív! Por favor, diga algo! – Ela suplicou desesperada.

   Dizer? O que eu poderia falar?

— Lívia! Não faça isso comigo! Eu preciso saber o que está acontecendo!
— Ele morreu Valéria. – Eu sussurrei baixo. – Ele morreu.

   Ela ficou estática com as minhas palavras. Seu rosto era um misto de completa surpresa e pesar. Era o que ele tinha sentido. Mas em Valéria parecia certo.

— Como você sabe disso? Você nunca pode adivinhar algo como isso. Não pode ter tanta certeza...
— Mas eu tenho! – Exclamei quase a beira do desespero. — Você não percebe isso? Como isso vai causa na minha vida? Eu nunca vou ser a mesma. Nunca. Por causa dele, eu não vou ser quem eu pretendia ser. Que eu planejava. Porque ele matou o que eu mais amava em mim! – Coloquei as mãos em meu rosto para esconder mais uma rojada de lágrimas.

   Depois de um tempo, Valéria me envolveu em seus braços para tentar me acalmar. Confortar-me. Tentar pelo menos... Ela sabia que ele havia morrido.

— Eu sinto muito...

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