sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Análise Literária: Fúria Lupina - Brasil (Alfer Medeiros)

NOTA: Antes de mais nada, não sou um ser perfeito, que nunca erra, mas apenas um leitor crítico e um jovem tentando um dia ser um bom escritor, e não morrer de fome por causa disso. E é com base em tantas leituras que já fiz que me atrevo a a avaliar o livro a seguir.


Eu deixo aqui esclarecido que a análise abaixo é minuciosa e pode conter revelações sobre a história, cabendo a cada um se vai ou não continuar a sua leitura.



Título: Fúria Lupina – Brasil
Autor: Alfer Medeiros
Gênero: Literatura Fantástica, Horror
Editora: Madio Editorial







Análise Gráfica-Editorial

Quando peguei o livro nas mãos, fiquei eufórico. A capa foi bem elaborada no que diz ao design, as folhas e as fontes usadas estão de acordo (uma professora de Língua Portuguesa também achou o mesmo quando mostrei a ela), ou seja, não cansam a visão. Bom acabamento, enfim.

Vamos, então, aos pontos principais:

CAPA: Os desenhos são perfeitos, remetendo ao livro Lobisomem – Apocalipse, mas não o considero plágio, afinal panos, metais e folhas sendos rasgados por garras destacam que algo é feroz, bem voraz (vide tatuagens e capas de DVDs). O único problema está na pouca resolução, notando o leitor os famosos “quadradinhos” nas imagens e no nome do autor e no título. NOTA: 9,0.


DIAGRAMAÇÃO: Com exceção de espaços vazios entre dois parágrafos, que aparecem duas vezes, e o pouco espaço entre título de parte (em cada capítulo) e texto, poderia ser pefeita. NOTA: 9,5.



REVISÃO ORTOGRÁFICA: Houve grande cuidado para evitar erros, mas mesmo assim esses aparecem: um acento fora do contexto, vírgula onde não devia, um ponto ausente, alguns pontos intrusos... Mas, nada mal para quem não é profissional; o grupo Medeiros fez um bom trabalho (a editora cobra a mais para qualquer serviço adicional, como revisão). NOTA: 8,5.



O MAIS BACANA: O desenho do lobisomem uivando para a lua cheia, em preto e branco, na abertura de cada capítulo, além de cada algarismo romano ser uma marca de garra afiada. NOTA: 10.



Análise Literária

É aqui que o bicho pega (literalmente!). Li toda a obra em dois dias, ficando curioso para saber o próximo evento quando tinha que parar a leitura para ir trabalhar.

Então, destacarei os pontos principais:

ENREDO/TRAMA: Começa meio louco, avança sem sentido, parece clichê, mas se revela muito superior. Antes de ler, eu não tinha conhecimento algum da trama (só sabia que tinha lobisomens). Os primeiros eventos, isolados, lembram contos, mas nos revela cada peça do xadrez sangrento. Quando as peças se chocam, tudo faz sentido. É possível se surpreender com algumas coisas, estranhar outras e sentir um ódio mortal do homem (Avatar fez a mesma coisa)! Sem mencionar algumas coisas bem bizarras e surreais! NOTA: 9,5.



PERSONAGENS: Bem distintos e alguns bem redondos (para quem não sabe, são personagens que mudam de pensamentos e atitudesno decorrer da trama), outros bem planos (permanecem como são do início ao fim). Só achei chato que alguns bons personagens aparecem rapidamente, como é o caso das três irmãs e dos pais de Caroline (dúvida: Aline, a mãe, é mulher-lobo também?) Pecou na descrição física. NOTA: 9,0.



DIÁLOGOS: Alguns muito bons, outros ficaram a desejar. Em alguns momentos, achei muito rápido e superficial, mas teve pontos fortes, como a visita ao cemitério que está o corpo de Romasanta. NOTA: 8,0.



NARRATIVA: Ao ler o primeiro parágrafo, pensei “vai ser uma leitura chata”, visto que é narrado no presente, mas me enganei. Comecei a ler e gostei, detestando ter de para de ler. Ora ou outra ficou confusa, como em algumas cenas de ação e violência, mas é bom que nos estimula a lermos com atenção. O autor nos faz participar de cada momento (imaginsei cada um desses loucos momentos, tendo a impressão de ouvir um rock bem pesado como trilha sonora). NOTA: 9,5.



ESTILO: O autor tem um estilo bem peculiar de narrar, o que muito contribuiu para a trama. Tirando as redundâncias, perfeito! NOTA: 9,5.



RECURSOS ADICIONAIS: Palavras de baixo calão, violência furiosa, algumas vezes muito próximas, insinuações sexuais (que poderia ter sido mais apimentadas), entre outras coisas, poderiam estragar o livro, mas ajudam e muito! A juventude vai ler com certeza, sobretudo se aqui ficar destacado que é como ler o roteiro de um filme de lobisomens! Aliás, quanto aos palavrões, o mais massa foi dito por um caçador, nas páginas finais: “Eita porra!”. Eu juro: ri muito! NOTA: 9,5.




ALFER MEDEIROS
 CRIATIVIDADE: Fúrria Lupina – Brasil fala de lobisomens, certo? Mas não impediu que a Mãe-do-Mato, o Saci-Pererê, o Boitatá, o Boto-Rosa, o Corpo-Seco, um psicopata que sofre de licantropia, uma família que sofre de hipertricose e uma fada dos lobos também apareçam. Parece estranho, mas dá certo em vários momentos. O truque da Alcateia Global, desenvolvido por Caroline para despistar os curiosos é muito bem planejado! Os nomes Joe “Hell” Vansing, Ted Guent, Romasanta, Santarroma, Lupo, por exemplo, remetem a influências do autor, como livros, filmes e anagramas e trocadilhos (eu não sou louco de explicar cada um deles!). quem conhece várias faces do mito do lobisomem vai identificar mais coisas no decorrer da história (eu achei todas as referências possíveis). NOTA: 10.



Meus Comentários como Fã:

Leitura mais que recomendada!

Para o primeiro livro, Alfer Medeiros está de parabéns! Por várias vezes lembrei-me de O Caso de Charles Dexter Ward (H. P. Lovecraft), por causa da forma de narrar. A trama renderia uma excelente saga, pois não é tão clichê quanto se possa imaginar de uma obra sobre lobisomens.


Nunca li um livro sobre o tema antes, por isso avaliei sob o olhar de um leitor crítico e de um escritor. Eu imaginei muitas possibilidades (fora o fato de que eu já pretendia fazer algo parecido!).

Minha nota final, somando e dividindo tudo, é: 9,3!

sábado, 16 de outubro de 2010

Mensagem minha para mim mesmo...


Certa manhã, nesta semana, eu sentei-me em frente a árvore que figura o
capítulo 13 de "Ariane" e uns 3 capítulos de "Alz Gaia: Príncipe
Valentim". Senti o vento da manhã, vi pessoas passando, senti a grama e
as formigas me mordendo... Pensei em tudo, em cada coisa que fez mudar
minha vida... Lembrei-me de minha vida até aquele presente momento...
Chorei, admito... Eu perdi muita coisa que amava: minha família se
despedaçou, meus amigos mais valorosos foram embora, meus amores, minha
namorada mais recente... Aí vem a depressão... A falta de fé...

Mas,
o que nunca me abandonou? A literatura! Ela sempre esteve em todo o
curso de minha vida... Não porque ela faz parte de mim, mas porque eu
faço parte dela... Por isso, não abandonarei jamais esta companheira que
já me deu tantas alegrias, tristezas, surpresas, amigos e filhos, os
meus livros. Vai ser difícil, eu sei...

Enfim, não estou bem
ainda, pois perder um garnde amor nos machuca, sobretudo quando ambos
ainda se amam, mas é preciso enxugar as lágrimas ou não deixá-las cegar
sua visão. É preciso aguentar a dor e caminhar, rumo aos seus sonhos... A
dor pode ser insuportável, mas teremos que suportá-la... A caminhada é
longa, e há muitos caminhos a seguir...

Quem Sou?

Alec Silva é o pseudônimo de Alex Silva Dias, escritor, poeta e dramaturgo baiano, nascido no dia 26 de julho de 1991, em Morro do Chapéu.
Muito antes de eu aprender a ler e escrever, criei um gosto peculiar pelas pela literatura, sempre me fascinando pelas letras em embalagens de produtos. Quando aprendi a ler, passei a rabiscar em papéis, tentando compor poesias e criar contos. Eu costumava assistir a um filme e tentar recriar a ideia central.
Lentamente fui desenvolvendo grandes e importantes progressos, criando peças teatrais para trabalhos escolares, coletâneas de quase três centenas de poesias e uma novela infanto-juvenil baseada em “Jurassic Park”, cujo título era “Em Busca do Tesouro Perdido de Dino World Park”, culminando na criação de “Ariane”, em 2007.
De 2007 para cá eu já tenho um acervo de obras escritas a mão, de contos a poesias, de novelas a romances, de autoajuda a fábulas, incluindo o imenso “Ciclo da Virtude”. Já participei de alguns concursos literários, como o Prêmio Alquimia das Letras (2009), classificando-me como “Neófito da Ordem”, com 77,4 pontos, mas não pude participar da antologia por problemas financeiros na época; o Concurso Literário Falando de Amor (2010), realizado pela Editora Casa do Novo Autor, na categoria poesia; e a antologia Pontes Culturais (2010), realizada pelo Intercâmbio Internacional Pontes Culturais, lançado em Frankfurt, como participação especial.
As minhas inspirações literárias iniciais vieram de Monteiro Lobato, Júlio Verne, Robert Louis Stevenson e José de Alencar, com a obra “Senhora”; em seguida aparecem William Shakespeare, Mary Shelley, Bram Stoker, C. S. Lewis e H. G. Wells. Todos esses autores têm alguma influência em minha literatura, em meu modo de escrever e de criar histórias, pois eles fizeram críticas ao meio social em que viveram e eu, como um amante da Filosofia, procuro fazer o mesmo.
Sonhador e romântico, cada livro meu transmite algo valiosos para o leitor, que não é apenas um mero leitor, mas também um grande amigo que merece ler bons livros.
Eu posso me resumir em uma única frase, dita por Toni Morrison: "Se há um livro que você quer ler, mas não foi escrito ainda, então você deve escrevê-lo."