sábado, 8 de maio de 2010

Poder Absoluto da Alquimia

A fórmula que o alquimista anseava perdeu-se no tempo,
Entre as ruínas abandonadas da razão,
Sob os escombros de uma civilização perdida,
De um povo mítico e misterioso.
É a fórmula de ser um ser perfeito, imortal,
Um segredo antigo como o mundo e a vida,
Feroz como a fúria de um terrível dragão.






O alquimista resgata das trevas a fagulha do segredo,
Um mistério há tanto guardado.
Ele refaz cálculos e possibilidades – torna-se matemático;
Estuda a magia antiga, tornando-se feiticeiro.
Fascina-se diante do poder que começa a ser desvendado,
Mas teme a imprecisão desta energia tão poderosa,
Tão poderosa quanto a pedra filosofal,
Nem o elixir da longa vida é tão puro e verdadeiro.






Aos poucos ele ganha a longevidade,
Adquire o conhecimento mais poderoso,
Torna-se o mais sábio entre os homens.
Então, inicia-se o seu declínio doloroso:
O alquimista vê quem ele mais ama perecer,
Vítima do tempo e da morte implacáveis,
Fazendo seu coração malignamente endurecer.






Cansado de ser imortal, ele toma uma difícil decisão:
Destrói toda a descoberta e resolve sumir.
Deixa apenas um aviso, um alerta,
Um conselho para quem almeja o poder supremo:
“Quanto maior o poder, menor será o amor no coração.”


Esta poesia me valeu a classificação no "Prêmio Alquimia das Letras 2009"

Um comentário:

Alex Silva Dias disse...

Mas por falta de grana eu não participei!